terça-feira, 7 de outubro de 2014

Gueto

    Ontem saio do cursinho no intervalo e vejo um grupo de jovens do lado de fora da UNESP projetando um filme no prédio. No filme, jovens da periferia falando em 'pixação' como lazer e da periferia como 'gueto'. O mais emblemático alegava ter passado oito anos na escola e não saber ler a letra 'normal' mas entender perfeitamente algo escrito em 'pixo'.
    Não sei vocês mas já está me dando nos nervos ver jovens de periferia que não trabalham nem estudam vendendo a idéia de que são pobres coitados vítimas de uma sociedade cruel e injusta enquanto sentam e esperam sabe-se lá o quê do Estado ou que fiquem ricos com algum rap feito em papel de pão.
    Se comparar aos guetos de Varsóvia? Os judeus lá presos tinham profissão e dinheiro só não tinham liberdade. Por aqui os jovens tem liberdade mas não tem profissão nem dinheiro não por falta de escolas já que sobram vagas no Pronatec, mas por pura falta de vontade de trabalhar duro.
    Antes que venham falar algo, não acho que exista em qualquer sociedade uma meritocracia absoluta já que sim o rico ainda tem acesso a melhores escolas e oportunidades, mas isso não quer dizer que o pobre não tenha acesso à escola e a boas oportunidades de profissionalização e que o trabalho duro e o esforço individual não sejam recompensados pelo mercado. Mas a falta de oportunidades já virou uma excelente desculpa para quem prefere esperar sentado criado em uma sociedade excessivamente paternalista.

Evandro Veloso Gomes

PS. Favor ler também: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-geracao-nem-nem-imp-,935944

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