quinta-feira, 12 de março de 2015

As estranhas idiossincrasias de um país incorrigível chamado Brasil

    Fazer francês toda terça no centro de São Paulo é ter contato com todas as idiossincrasias deste país de uma vez só. As lojas que vendem tudo o que o maconheiro precisa (menos a maconha). A maconha em si é vendida e consumida na esquina seguinte. Pertinho, um carro da PM estacionado perto de um grupo de pessoas negociando produtos de origem pra lá de duvidosa.
    Eu sou 100% favorável à legalização da maconha já que, pelo menos até este momento, ninguém me mostrou em quê a maconha é PIOR que o cigarro ou o álcool. Mas a estranha realidade de uma tolerância ao consumo só mostra que muitas vezes a lei brasileira só existe no papel. Também mostra a maneira quase infantil com que se lida com o problema. Que efeitos tem uma proibição que só existe no papel sobre o consumo além de obrigar o usuário a adquirir a droga de um traficante e não de uma empresa regulamentada e que recolha impostos?
    Que efeito psicológico tem para o policial que por uma orientação superior ou por corrupção é leniente com crime? Que estranha sensação de enxugar gelo deve ser quando prende o assaltante porque sabe que ficará pouquíssimo tempo preso ou quando deixa de apreender produto provavelmente furtado? Com a desculpa de que o ladrão é uma vítima da sociedade injusta estamos fazendo da insegurança pública política social?
    Que exemplo damos às nossas crianças quando as fazemos conviver tão próximas daquilo que é dado como errado? Ainda que não sejam os próximos ladrões será que não serão os próximos motoristas à andarem pelo acostamento enquanto reclamam dos políticos corruptos que ajudaram a eleger?

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