domingo, 28 de fevereiro de 2016

Uma geração de coitadinhos

É claro que nem todos são iguais e que sempre há aqueles que por alguma razão precisam ser assistidos de forma temporária ou permanente, como os idosos, deficientes, pessoas com alguma doença mais grave ou os em estado de pobreza extrema. É claro que não dá para exigir destas pessoas o que se exige das demais. A questão é que tirando os que nascem em berço de ouro todos temos as nossas dificuldades. Se cada um porém começa a olhar a sua dificuldade e começa a comparar com a do outro certamente achará alguém que teve menos dificuldades. Se cada cidadão fizer isso e concluir que, por isso, merece a assistência do Estado um pouco mais do que o outro acabamos tendo um Estado que tem que se ocupar de praticamente todo mundo, gerenciando cotas e outras medidas que tentem igualar as coisas. Deveria porém ficar claro que além disso exigir um arcabouço e um orçamento inconcebíveis que isso ainda tem outras consequências como o fato de criar uma cultura que coloca quase todos como coitados de alguma maneira (ou que procuram motivos para também entrar na lista).
Isso pode parecer hipotético demais mas olhemos mais detalhadamente para o Brasil: se por um lado o Bolsa Família é um programa amplo, por outro paga uma mixaria e não garante que seus beneficiários um dia deixem de depender dele. A saúde pública é ampla mas a qualidade é muito ruim. O mesmo para o ensino público.
A ideia do Estado Mínimo é justamente que o Estado só se ocupe daquilo que é incumbência intrínseca do Estado e daqueles que realmente precisam dele, de forma que possa se ocupar DIREITO .
Enquanto tivermos um Estado aonde a maior parte da população ache e exija do Estado algum tipo de assistência vão sobrar poucos para garantir que essa assistência realmente ocorra.

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