quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Liberalismo econômico e Criação de Oportunidades

"Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que nós esperamos nosso jantar, mas sim do empenho deles em promover seu autointeresse. Nós não o devemos à sua humanidade, mas ao seu egoísmo."
Adam Smith (1723 - 1790)

Este texto procura mostrar que as nações mais liberais foram as que mais cresceram nas últimas décadas e que este crescimento resultou em oportunidades de ascensão social para as pessoas das camadas mais humildes da população. Mais do que isso, eu quero mostrar que ao lidar com o ser humano sem idealismos, sem demonizar sentimentos básicos do ser humano como a ambição, a competição e a cobiça faz justamente destes sentimentos o seu motor. Ao lidar com o ser humano no que ele realmente é e não no que gostaríamos que ele fosse o sistema traduz o potencial humano em crescimento econômico e progresso e cria ainda mais oportunidades em um círculo virtuoso. Tentarei deixar claro que o sistema não é perfeito e que certamente pode ser questionado ou melhorado mas que dentre todas as opções que o homem já experimentou o capitalismo foi a única que realmente abriu as portas de conforto e consumo para camadas mais amplas da população. Por fim, que como liberalismo é uma postura ou uma ideia e não um conjunto dogmático, que não pode ser encarado como uma visão única. Desta forma é difícil encontrar 'liberais puro sangue' ou dar sentido à termos como 'neoliberal', tradicionalmente utilizados para denegrir a ideia sem debate.
É fácil perceber o fracasso da economia planificada do mundo socialista bem como a diferença de peso entre economias dinâmicas, como a americana, e economias baseadas em uma grande intervenção do estado, como a brasileira. E que mesmo em uma economia vacilante como a brasileira é possível ver a diferença entre o nível de vida de diferentes gerações. Alguns podem alegar que isso se deve aos programas sociais criados pelo PT mas isso seria ignorar que isso já podia ser verificado desde a estabilização da economia com o Plano Real em 1992 e até mesmo antes, embora em menor grau. Basta consultar gráficos como o da evolução da escolaridade, pessoas abaixo da linha da pobreza, mortalidade infantil, renda per capita e até de consumo de carne.
Qualquer um que já tenha precisado de algum serviço público sabe a diferença de qualidade que normalmente ele tem com o mesmo serviço na iniciativa privada. E isso não apenas pela diferença da estrutura normalmente disponibilizada aos funcionários mas muitas vezes pela própria indiferença do funcionário ou simplesmente porque o mesmo nem sempre faz o mesmo esforço que um funcionário faz pressionado pelo chefe ou pelo simples medo de ser despedido faria. É a estabilidade e os demais privilégios do serviço público que fazem com que se foque mais no funcionário do que no próprio serviço. E embora todos queiramos ser bem atendidos e termos o nosso problema resolvido nem todo mundo está sempre disposto a fazer o seu melhor, sobretudo quando o chefe não está olhando.
Claro que defender uma maior liberdade econômica, menor regulamentação e estado mínimo não implica em defender ausência de Estado ou de regulação. Não se deve confundir liberalismo com anarquia. Aliás, o Estado ajudaria muito mais se fizesse o seu papel da melhor forma, oferecendo segurança, infraestrutura e garantindo a livre concorrência e impostos justos. Em alguns casos legislações como a trabalhista acabam tendo o efeito oposto ao pretendido: reduzem salários (já que o empregador considera o salário E os encargos trabalhistas ao contratar), desestimulam contratações (como o custo de demitir é alto o empregador prefere que o funcionário faça horas extras à contratar ou que os trabalhadores trabalhem sem carteira de trabalho assinada ou ainda terceirizar tudo o que for possível) e até mesmo se consome aquilo que deveria ser uma poupança do trabalhador (o rendimento do FGTS é menor do que o da inflação, ou seja, o trabalhador PERDE dinheiro contribuindo para o FGTS). Além disso, a contribuição forçada para sindicatos fez com que os sindicatos deixassem de representar os trabalhadores e virassem praticamente parte da burocracia trabalhista brasileira. E isso, obviamente, sem contar com a quantidade de impostos diretos e indiretos pagos pelo trabalhador e que consomem quase 40% do seu salário.
 Enfim, não existe receita mágica, se quisermos progresso, conforto e oportunidades precisamos de crescimento econômico e este só virá se pelo esforço de todos. Certamente o capitalismo e o liberalismo não são sistemas perfeitos, mas dentre as opções já experimentadas pela humanidade é a que certamente mostrou melhores resultados.

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Bibliografia:

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http://www.campesi.com.br/custofunc.htm

http://noticias.r7.com/economia/o-fgts-segue-perdendo-de-goleada-para-a-inflacao-18062016

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http://www.trincheiras.com.br/2016/01/entendendo-como-a-carga-tributaria-no-brasil-pesa-mais-no-bolso-do-pobre-e-rico-paga-pouco-imposto/

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