quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O pior cego é aquele que não quer ver

Hoje no caminho ao trabalho fiquei reflexivo a ver um adesivo colado em um carro com o seguinte dizer: "#eu não voto em ladrão", fiquei a pensar: - Quem é este indivíduo que é tão conivente e permissível a ponto de escolher um candidato pela prerrogativa de ser um ladrão? Alguém que tenha o roubo descarado como método de governo e slogan de campanha?
Retóricas à parte, ninguém vota em ladrão, ninguém vota em corrupto, o que ocorre de fato é que a falta de instrução e conhecimento político, e percebam o quão isso se faz de forma paradoxal uma vez que esse desinteresse pelo assunto se dá ao mar de corrupção que virou Brasília, mas não divaguemos tanto, o que quero permear ao tecer tais comentários é que esse generalismo exacerbado nos afasta de um escrutínio da situação, o discurso é bonito mas vazio, rende likes mas não agrega. 
Outro exemplo disso é uma frase que vejo ser compartilhada constantemente em redes sociais que é: "Legalização do porte de armas para cidadãos de bem!" Nossa que frase forte e emblemática, posso até perder a atenção do leitor ao ironizar a mesma, mas entenda que não é ironia e sim apenas mais uma retórica vazia que pode ser facilmente revelada com a seguinte pergunta: Quem define o que é um cidadão de bem? Como definimos as condutas que fazer deste ou daquele indivíduo um cidadão de bem? Parece teaser do tema do Globo Repórter desta sexta, mas é mais que isso, entendo o escárnio que virou a política e a violência no país, mas nunca vi o radicalismo e o extremismo se mostrarem eficazes em nenhuma política de administração publica, mas já vi grandes ditaduras irem pro buraco com tais prerrogativas e entenda você que não quero apresentar argumentativa nem a favor e nem contra o armamento, só quero mostrar que frases vazias, providas por falsos gurus ( que não fazem mais do que comer e dormir) estão longe de ser a solução de nossos problemas.
Até mesmo porque o imediatismo nunca foi um recurso eficaz, paliativo talvez, mas pra jogar a sujeira pra debaixo do tapete penso que seja mais eficaz comprar uma vassoura e um tapete maior, pois como dizia o filósofo de para choque de caminhão: "O pior cego é aquele que não quer ver".

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Sobre a entrevista de Michel Temer ao Roda Viva (14/11/2016)

Acredito que em meio a maximização do advento da acessibilidade tecnológica que vivemos podemos nomear os roteadores de as maiores universidades do país uma vez que "na internet" temos excelentes juristas e versados comentaristas políticos formados em títulos tendenciosos e de fontes duvidosas, uma bibliografia pobre e sem nexo que flerta com a ignorância e a desinformação gratuita; mas não eu não quero tecer criticas gratuitas ao modo como a nossa política tem sido discutida em sua maioria pela internet, muito pelo contrario, quero me mostrar adverso a isso e para tanto promover uma forma de informação, e sem deixar de ser polêmico e sarcástico, não por considera-los uma qualidade sine qua non de minha escrita e sim porquê o uso de tais recursos torna mais atrativo o assunto que já a muito tempo tem recebido a alcunha de chato, entretanto mais presente nas mesas de bar.
Assistindo ao Roda Viva desta segunda 14/11/2016, que teve a presença do presidente Michel Temer percebi o quanto o problema da desinformação que sofremos atualmente não se dá pela falta de informação, até mesmo porque nossas UNIFI's (Universidades do WI-FI) estão ai pra isso, ocorre que não se está sabendo questionar e assim criar uma opinião própria e embasada em deduções lógicas, prova disto foi como se mostrou esclarecedora (pelo menos para mim) a entrevista do presidente uma vez que os entrevistadores presentes à bancada souberam fazer as perguntas certas afim de extrair as informações pertinentes e sanas as dúvidas perenes na cabeça dos brasileiros que não tomam meras deduções por títulos tendenciosos na timeline do Facebook.
Dentre tais dúvidas citadas no paragrafo acima gostaria de ressaltar três temas que reverberaram em minha mente no decorrer da entrevista, assuntos estes que foram: a possível candidatura do atual presidente em 2018, onde ele respondeu de forma extremamente política onde diz que não é seu foco e sim que está focado na reestruturação do país, perceba-se que essa resposta agrada aos ouvidos de qualquer brasileiro (os coerentes e apartidários pelo menos), e eu me incluo nesse grupo, ocorre ainda que espero que a tal resposta tenha ainda real compromisso com a verdade e percebo ainda que ao não haver uma negativa fatídica da possível candidatura podemos encara-la como uma possibilidade dependendo da aceitação e conjuntura política, perceba porém caro leitor que não demonizo tal pratica de extrema estratégia política desde que tenhamos como denominador comum um continuísmo de um governo acertado, desde que o mesmo haja e se faça presente.
O segundo tema e este mais pertinente de discussão no atual momento: a PEC 241, PEC esta que foi extremamente demonizada pela esquerda e militantes onde muitos desses nem se deram ao trabalho de lerem a mesma, para tanto sugiro que leiam a mesma, assistam a entrevista e depois sim criei opiniões, pois ai sim terá se ouvido as partes pertinentes e por isso capaz de desenvolver uma opinião lógica e coerente, independente de qual seja ela.
E por fim, até mesmo para que este não se torne mais um dos odiosos "textões" da internet a demonização da iniciativa privada onde gostaria apenas de ressaltar o comentário de Michel Temer ao falar que existe no país uma perseguição à iniciativa privada entretanto quando se passa por uma crise com alto índice de desempregados (12 milhões para ser mais preciso) a primeira medida sugerida é a geração de empregos, feito este que é geralmente, ou pelo menos em sua grande maioria propiciado pela iniciativa privada.
Percebam que não quero tecer opiniões diretas uma vez que quero fomentar a reflexão de temas presentes (ou pelo menos deveriam assim ser, de forma mais direta) no nosso cotidiano e poder debater e entender a situação do país de forma mais lógica e coerente, para tanto segue abaixo link da entrevista em sua totalidade.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Liberalismo econômico e Criação de Oportunidades

"Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que nós esperamos nosso jantar, mas sim do empenho deles em promover seu autointeresse. Nós não o devemos à sua humanidade, mas ao seu egoísmo."
Adam Smith (1723 - 1790)

Este texto procura mostrar que as nações mais liberais foram as que mais cresceram nas últimas décadas e que este crescimento resultou em oportunidades de ascensão social para as pessoas das camadas mais humildes da população. Mais do que isso, eu quero mostrar que ao lidar com o ser humano sem idealismos, sem demonizar sentimentos básicos do ser humano como a ambição, a competição e a cobiça faz justamente destes sentimentos o seu motor. Ao lidar com o ser humano no que ele realmente é e não no que gostaríamos que ele fosse o sistema traduz o potencial humano em crescimento econômico e progresso e cria ainda mais oportunidades em um círculo virtuoso. Tentarei deixar claro que o sistema não é perfeito e que certamente pode ser questionado ou melhorado mas que dentre todas as opções que o homem já experimentou o capitalismo foi a única que realmente abriu as portas de conforto e consumo para camadas mais amplas da população. Por fim, que como liberalismo é uma postura ou uma ideia e não um conjunto dogmático, que não pode ser encarado como uma visão única. Desta forma é difícil encontrar 'liberais puro sangue' ou dar sentido à termos como 'neoliberal', tradicionalmente utilizados para denegrir a ideia sem debate.
É fácil perceber o fracasso da economia planificada do mundo socialista bem como a diferença de peso entre economias dinâmicas, como a americana, e economias baseadas em uma grande intervenção do estado, como a brasileira. E que mesmo em uma economia vacilante como a brasileira é possível ver a diferença entre o nível de vida de diferentes gerações. Alguns podem alegar que isso se deve aos programas sociais criados pelo PT mas isso seria ignorar que isso já podia ser verificado desde a estabilização da economia com o Plano Real em 1992 e até mesmo antes, embora em menor grau. Basta consultar gráficos como o da evolução da escolaridade, pessoas abaixo da linha da pobreza, mortalidade infantil, renda per capita e até de consumo de carne.
Qualquer um que já tenha precisado de algum serviço público sabe a diferença de qualidade que normalmente ele tem com o mesmo serviço na iniciativa privada. E isso não apenas pela diferença da estrutura normalmente disponibilizada aos funcionários mas muitas vezes pela própria indiferença do funcionário ou simplesmente porque o mesmo nem sempre faz o mesmo esforço que um funcionário faz pressionado pelo chefe ou pelo simples medo de ser despedido faria. É a estabilidade e os demais privilégios do serviço público que fazem com que se foque mais no funcionário do que no próprio serviço. E embora todos queiramos ser bem atendidos e termos o nosso problema resolvido nem todo mundo está sempre disposto a fazer o seu melhor, sobretudo quando o chefe não está olhando.
Claro que defender uma maior liberdade econômica, menor regulamentação e estado mínimo não implica em defender ausência de Estado ou de regulação. Não se deve confundir liberalismo com anarquia. Aliás, o Estado ajudaria muito mais se fizesse o seu papel da melhor forma, oferecendo segurança, infraestrutura e garantindo a livre concorrência e impostos justos. Em alguns casos legislações como a trabalhista acabam tendo o efeito oposto ao pretendido: reduzem salários (já que o empregador considera o salário E os encargos trabalhistas ao contratar), desestimulam contratações (como o custo de demitir é alto o empregador prefere que o funcionário faça horas extras à contratar ou que os trabalhadores trabalhem sem carteira de trabalho assinada ou ainda terceirizar tudo o que for possível) e até mesmo se consome aquilo que deveria ser uma poupança do trabalhador (o rendimento do FGTS é menor do que o da inflação, ou seja, o trabalhador PERDE dinheiro contribuindo para o FGTS). Além disso, a contribuição forçada para sindicatos fez com que os sindicatos deixassem de representar os trabalhadores e virassem praticamente parte da burocracia trabalhista brasileira. E isso, obviamente, sem contar com a quantidade de impostos diretos e indiretos pagos pelo trabalhador e que consomem quase 40% do seu salário.
 Enfim, não existe receita mágica, se quisermos progresso, conforto e oportunidades precisamos de crescimento econômico e este só virá se pelo esforço de todos. Certamente o capitalismo e o liberalismo não são sistemas perfeitos, mas dentre as opções já experimentadas pela humanidade é a que certamente mostrou melhores resultados.

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Bibliografia:

http://phi.com.br/wp-content/uploads/2013/07/escola_22anos.jpg

http://br.monografias.com/trabalhos/reducao-desigualdade-pobreza/Image4429.gif

http://www.epsjv.fiocruz.br/pdtsp/upload/userfiles/c4_grf12_ts.jpg

http://www.informaecon-fnp.com/public/imagens/Sem%20t%C3%ADtulo(3).jpg

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/01/funcionaria-de-hospital-publico-do-es-e-flagrada-jogando-paciencia.html

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2013/07/dupla-e-demitida-por-restaurante-ao-postar-foto-com-penis-em-sanduiche.html

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2016/11/prejuizo-com-roubos-de-carga-passou-de-r-12-bilhao-no-brasil-em-2015.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Custo_Brasil

http://www.radarnacional.com.br/a-falta-de-infraestrutura-no-brasil-e-os-prejuizos-nas-exportacoes/

http://www.campesi.com.br/custofunc.htm

http://noticias.r7.com/economia/o-fgts-segue-perdendo-de-goleada-para-a-inflacao-18062016

http://www.conjur.com.br/2016-jul-25/reforma-sindical-vir-antes-trabalhista-dizem-especialistas

http://www.trincheiras.com.br/2016/01/entendendo-como-a-carga-tributaria-no-brasil-pesa-mais-no-bolso-do-pobre-e-rico-paga-pouco-imposto/