quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Diário de Viagem 4 - Honestidade

Falar das ruas limpas e do respeito à sinalização de trânsito na Europa chega a ser pedante de tão comum. O que mais me surpreende é que mesmo as pessoas que viajam periodicamente ao exterior aparentemente não aprendem porra nenhuma em suas viagens. Afinal a sujeira das ruas e o desrespeito às leis de trânsito acontecem da mesma forma tanto nos bairros mais periféricos quanto nos de classe mais alta. É nesta hora que fica claro a maneira 'flexível' que o brasileiro trata questões como honestidade e respeito. É isso o que explica que políticos de ficha 'imunda' continuem sendo eleitos. É como se o político pudesse ser apenas 'meio' honesto desde que garanta algum auxílio ou benefício. Afinal, nós também podemos ser apenas 'meio' honestos respeitando a sinalização apenas quando há um radar por perto e ainda reclamando da indústria da multa quando somos vítimas de algum radar escondido. Ou ainda emporcalhando nossas ruas e reclamando das enchentes.
A política do pão e circo continua mais ativa do que nunca!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Diário de Viagem 3 - Champagne

Fim de ano pede champagne mas a maioria dos brasileiros vai ter de se contentar com o espumante nacional, uma bebida tão ruim que precisam encher de açúcar para o povo conseguir tomar. E isso porque tudo o que é importado no Brasil é absurdamente caro. Desde os tempos da ditadura militar que o governo tenta usar os altos impostos de importação para favorecer a indústria nacional mas como o governo não melhora nem a educação, nem a infraestrutura e muito menos os impostos, fazem cinquenta anos que essa política só tem servido para condenar o brasileiro à consumir produtos que o resto do mundo jamais consumiria. Felizmente nessa viagem pude comprar duas garrafas de 750ml do legítimo champagne de Champagne por apenas dezoito euros a garrafa. Cerca de oitenta reais. E ainda pude conhecer as parreiras e as galerias subterrâneas aonde o champagne é armazenado!
E ai, até quando vou ter que consumir produtos de merda de uma indústria nacional superprotegida?!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Diário de Viagem 2 - Dublin

Dublin é certamente bem diferente de Paris. É muito bonita mas não tem os grandes palácios e outras grandes construções típicas da era de ouro da Europa Ocidental. E isso porque enquanto a Europa Ocidental curtia os louros de sua política colonial, a Irlanda (como o Brasil) sofria todos os padecimentos de ser uma nação dominada. A Irlanda é um daqueles países que mostram que todas as desculpas que os brasileiros tradicionalmente se dão para justificar porque nos conformamos com nosso próprio subdesenvolvimento: o fato de termos sido colônia ou sermos um país de independência recente. Bom, a Irlanda também foi dominada e talvez de forma mais dura que o Brasil. Tão dura que muitos preferiram imigrar para países como o Estados Unidos. Um é o avô do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. E a independência da Irlanda foi obtida apenas em 1916 (apenas cem anos!) e depois de uma violenta guerra!
Enfim, enquanto damos desculpas e esperamos que um messias apareça e resolva nossos problemas por mágica, outras nações provam que com trabalho duro o desenvolvimento está disponível à todos!

domingo, 25 de dezembro de 2016

Diário de viagem 1 - Educação

Depois que a viagem passa e se retorna ao lar sobram as lembranças e as histórias. Mas para aqueles que não são meramente medíocres ainda sobra um pouco mais: as reflexões e comparações. Elas vão desde ficar pensando em porque eu amo tanto Paris e que não encontro em São Paulo até nos diferentes desafios comuns ou não tão comuns enfrentados por brasileiros e franceses. Por isso, vou tentar escrever um artigo por dia explorando algum tema interessante e o ilustrando com algumas experiências da viagem. Vou começar pela educação por ser assunto de suma importância e de a reforma do ensino médio que o governo tenta alavancar estar sendo discutida de forma muito passional e nem um pouco racional.
Eu não sei vocês mas se teve uma disciplina na qual eu posso afirmar categoricamente que não aprendi porra nenhuma em oito anos de ensino básico é educação artística. Não porque eu deteste artes mas que devido à falta de estrutura normalmente disponibilizada a maioria das escolas acaba transformando essas aulas em cursos de desenho. E eu decididamente não tenho talento e nem interesse em desenho. Em compensação quando estive no Museu de Orsay eu não estava minimamente preparado para ver alguma diferença entre um quadro simbolista, romântico ou realista. Comprar um livro sobre a pintura do século XIX foi fundamental. Mas mais do que isso. Por que raios tanto adolescente idiota ficou bicudo quando se anunciou que as aulas de educação artística não seriam mais obrigatórias? Por acaso algum deles aprendeu alguma coisa à mais do que eu? Não seria então mais racional COMEÇAR propondo uma educação artística que REALMENTE ensine alguma coisa? O objetivo não pode nem deve ser formar artistas mas certamente seria mais útil uma disciplina que desse noções sobre as diferentes escolas de pintura, escultura ou música do que achar que todo mundo vai levar nove anos para aprender a desenhar.
Em uma educação que o professor acha que ensina quando o aluno sabe o nome complicado que descreve algum processo e o aluno finge que aprendeu quando decora esse nome e tira uma boa nota, a gente nem sempre percebe que a educação deixou à muito de ter qualquer propósito que não seja preparar alunos para passar no vestibular e depois esquecerem tudo o que se tentou ensinar nos doze anos de ensino fundamental e médio. É normal gastar tempo e dinheiro durante doze anos sabendo que muito do que está sendo ensinado não serve para porra nenhuma?! E que professor talentoso na face da Terra vai conseguir fazer um futuro engenheiro civil achar interessante biologia quando a matéria ensinada é basicamente um grande dicionário de nomes complicados e que o aluno só escuta na escola? Tive a feliz oportunidade crianças felizes aprendendo de forma divertida a diferença entre sapos e rãs (e você, sabe quais são as diferenças?) no Palácio das Descobertas (Palais de la Découverte). Mais do que isso, a monitora DEMONSTROU através de uma série de experiências simples como os sapos e rãs acham sua comida. Para um país em que muitos só aprendem ciência em livros e que, por isso, confundem ciência com religião (o que já ouvi de idiotas me perguntando se 'acredito' na evolução...) fico pensando o quanto um ensino mais empírico e prático poderia ajudar as pessoas a entenderem o que REALMENTE é ciência e qual a sua importância.
Mas claro, sem uma sociedade que valorize o ensino e não apenas o diploma toda a discussão sobre melhoria do ensino acaba sendo inútil.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Chega!!!

Hoje pela manhã recebi no WhatsApp um vídeo com um trecho de uma entrevista do Gabriel o Pensador ao Jô Soares, onde ele canta um trecho de uma música sua que relata que por pagar uma alta taxa de impostos ele é o dono deste lugar (vulgo Brasil) e por isso grita chega.
Resolvi procurar a música e a mesma se chama chega, de fato a música é um forte grito de protesto e de valiosa letra, ocorre que fiquei chateado comigo como brasileiro por perceber que não nos damos conta disso e quando damos nada ou pouco fazemos.
Apesar de escrever um blog sobre política, me incomoda minha pequeneza como cidadão em meio ao nosso cenário político e por isso me senti na obrigação de escrever este texto como desabafo afim de encorajar todos nós a mudar o cenário atual, para tanto, segue o vídeo clipe oficial da música Chega, do Gabriel o Pensador.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Muito ajuda quem não atrapalha!

Ainda me impressiona o quão o governo pode ser bom em f%$#r a vida do brasileiro, acho que isso é fruto de anos de prática e experiência, e quem têm mais sentido esse impacto ultimamente é o e-commerce.
Esse post se dá por um insight que tive (preferiria não tê-lo) depois de tantos problemas com os correios, o ultimo foi o fato de que no site da instituição alega, após rastreio de uma encomenda, simplesmente que o número está irregular, alegação esta que diverge da realidade, já vi outras experiências também, como um conhecido que teve a alegação de que não tinha ninguém na residência mesmo morando em um edifício com portaria 24 horas e até a falta de cola em uma agência. Entenda você leitor que falei do e-commerce pois estou evitando de comprar em bons sites e com preço diferenciado devido ao fato de optarem pelos correios como modo de entrega, pois os transtornos não se fazem válidos em uma análise de playback da experiência da compra como um todo.
Aí você me pergunta: "Onde entra o governo?" E eu prontamente lhe respondo: Nessa sua mania enfadonha e cretina de achar que tudo que compete a vida do cidadão é de direito do governo se meter (lamentavelmente muitos brasileiros compartilham desse mesmo viés) e com isso e a falta de livre comercio que existe, cedendo assim este "monopólio" aos correios, causando essa ineficiência que certamente todos conhecem ou tem ciência de alguém que a conheça por experiência própria.
Propositalmente citei o comercio online pois além de já ter tido outras ruins experiências devido a intervenção estatal, é uma área que movimenta grande capital e tende a crescer exponencialmente, logo o que se espera do estado, ainda mais em tempos de crise onde o giro de capital é imprescindível é que se não puder ajudar, polo menos não atrapalhe.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O pior cego é aquele que não quer ver

Hoje no caminho ao trabalho fiquei reflexivo a ver um adesivo colado em um carro com o seguinte dizer: "#eu não voto em ladrão", fiquei a pensar: - Quem é este indivíduo que é tão conivente e permissível a ponto de escolher um candidato pela prerrogativa de ser um ladrão? Alguém que tenha o roubo descarado como método de governo e slogan de campanha?
Retóricas à parte, ninguém vota em ladrão, ninguém vota em corrupto, o que ocorre de fato é que a falta de instrução e conhecimento político, e percebam o quão isso se faz de forma paradoxal uma vez que esse desinteresse pelo assunto se dá ao mar de corrupção que virou Brasília, mas não divaguemos tanto, o que quero permear ao tecer tais comentários é que esse generalismo exacerbado nos afasta de um escrutínio da situação, o discurso é bonito mas vazio, rende likes mas não agrega. 
Outro exemplo disso é uma frase que vejo ser compartilhada constantemente em redes sociais que é: "Legalização do porte de armas para cidadãos de bem!" Nossa que frase forte e emblemática, posso até perder a atenção do leitor ao ironizar a mesma, mas entenda que não é ironia e sim apenas mais uma retórica vazia que pode ser facilmente revelada com a seguinte pergunta: Quem define o que é um cidadão de bem? Como definimos as condutas que fazer deste ou daquele indivíduo um cidadão de bem? Parece teaser do tema do Globo Repórter desta sexta, mas é mais que isso, entendo o escárnio que virou a política e a violência no país, mas nunca vi o radicalismo e o extremismo se mostrarem eficazes em nenhuma política de administração publica, mas já vi grandes ditaduras irem pro buraco com tais prerrogativas e entenda você que não quero apresentar argumentativa nem a favor e nem contra o armamento, só quero mostrar que frases vazias, providas por falsos gurus ( que não fazem mais do que comer e dormir) estão longe de ser a solução de nossos problemas.
Até mesmo porque o imediatismo nunca foi um recurso eficaz, paliativo talvez, mas pra jogar a sujeira pra debaixo do tapete penso que seja mais eficaz comprar uma vassoura e um tapete maior, pois como dizia o filósofo de para choque de caminhão: "O pior cego é aquele que não quer ver".

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Sobre a entrevista de Michel Temer ao Roda Viva (14/11/2016)

Acredito que em meio a maximização do advento da acessibilidade tecnológica que vivemos podemos nomear os roteadores de as maiores universidades do país uma vez que "na internet" temos excelentes juristas e versados comentaristas políticos formados em títulos tendenciosos e de fontes duvidosas, uma bibliografia pobre e sem nexo que flerta com a ignorância e a desinformação gratuita; mas não eu não quero tecer criticas gratuitas ao modo como a nossa política tem sido discutida em sua maioria pela internet, muito pelo contrario, quero me mostrar adverso a isso e para tanto promover uma forma de informação, e sem deixar de ser polêmico e sarcástico, não por considera-los uma qualidade sine qua non de minha escrita e sim porquê o uso de tais recursos torna mais atrativo o assunto que já a muito tempo tem recebido a alcunha de chato, entretanto mais presente nas mesas de bar.
Assistindo ao Roda Viva desta segunda 14/11/2016, que teve a presença do presidente Michel Temer percebi o quanto o problema da desinformação que sofremos atualmente não se dá pela falta de informação, até mesmo porque nossas UNIFI's (Universidades do WI-FI) estão ai pra isso, ocorre que não se está sabendo questionar e assim criar uma opinião própria e embasada em deduções lógicas, prova disto foi como se mostrou esclarecedora (pelo menos para mim) a entrevista do presidente uma vez que os entrevistadores presentes à bancada souberam fazer as perguntas certas afim de extrair as informações pertinentes e sanas as dúvidas perenes na cabeça dos brasileiros que não tomam meras deduções por títulos tendenciosos na timeline do Facebook.
Dentre tais dúvidas citadas no paragrafo acima gostaria de ressaltar três temas que reverberaram em minha mente no decorrer da entrevista, assuntos estes que foram: a possível candidatura do atual presidente em 2018, onde ele respondeu de forma extremamente política onde diz que não é seu foco e sim que está focado na reestruturação do país, perceba-se que essa resposta agrada aos ouvidos de qualquer brasileiro (os coerentes e apartidários pelo menos), e eu me incluo nesse grupo, ocorre ainda que espero que a tal resposta tenha ainda real compromisso com a verdade e percebo ainda que ao não haver uma negativa fatídica da possível candidatura podemos encara-la como uma possibilidade dependendo da aceitação e conjuntura política, perceba porém caro leitor que não demonizo tal pratica de extrema estratégia política desde que tenhamos como denominador comum um continuísmo de um governo acertado, desde que o mesmo haja e se faça presente.
O segundo tema e este mais pertinente de discussão no atual momento: a PEC 241, PEC esta que foi extremamente demonizada pela esquerda e militantes onde muitos desses nem se deram ao trabalho de lerem a mesma, para tanto sugiro que leiam a mesma, assistam a entrevista e depois sim criei opiniões, pois ai sim terá se ouvido as partes pertinentes e por isso capaz de desenvolver uma opinião lógica e coerente, independente de qual seja ela.
E por fim, até mesmo para que este não se torne mais um dos odiosos "textões" da internet a demonização da iniciativa privada onde gostaria apenas de ressaltar o comentário de Michel Temer ao falar que existe no país uma perseguição à iniciativa privada entretanto quando se passa por uma crise com alto índice de desempregados (12 milhões para ser mais preciso) a primeira medida sugerida é a geração de empregos, feito este que é geralmente, ou pelo menos em sua grande maioria propiciado pela iniciativa privada.
Percebam que não quero tecer opiniões diretas uma vez que quero fomentar a reflexão de temas presentes (ou pelo menos deveriam assim ser, de forma mais direta) no nosso cotidiano e poder debater e entender a situação do país de forma mais lógica e coerente, para tanto segue abaixo link da entrevista em sua totalidade.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Liberalismo econômico e Criação de Oportunidades

"Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que nós esperamos nosso jantar, mas sim do empenho deles em promover seu autointeresse. Nós não o devemos à sua humanidade, mas ao seu egoísmo."
Adam Smith (1723 - 1790)

Este texto procura mostrar que as nações mais liberais foram as que mais cresceram nas últimas décadas e que este crescimento resultou em oportunidades de ascensão social para as pessoas das camadas mais humildes da população. Mais do que isso, eu quero mostrar que ao lidar com o ser humano sem idealismos, sem demonizar sentimentos básicos do ser humano como a ambição, a competição e a cobiça faz justamente destes sentimentos o seu motor. Ao lidar com o ser humano no que ele realmente é e não no que gostaríamos que ele fosse o sistema traduz o potencial humano em crescimento econômico e progresso e cria ainda mais oportunidades em um círculo virtuoso. Tentarei deixar claro que o sistema não é perfeito e que certamente pode ser questionado ou melhorado mas que dentre todas as opções que o homem já experimentou o capitalismo foi a única que realmente abriu as portas de conforto e consumo para camadas mais amplas da população. Por fim, que como liberalismo é uma postura ou uma ideia e não um conjunto dogmático, que não pode ser encarado como uma visão única. Desta forma é difícil encontrar 'liberais puro sangue' ou dar sentido à termos como 'neoliberal', tradicionalmente utilizados para denegrir a ideia sem debate.
É fácil perceber o fracasso da economia planificada do mundo socialista bem como a diferença de peso entre economias dinâmicas, como a americana, e economias baseadas em uma grande intervenção do estado, como a brasileira. E que mesmo em uma economia vacilante como a brasileira é possível ver a diferença entre o nível de vida de diferentes gerações. Alguns podem alegar que isso se deve aos programas sociais criados pelo PT mas isso seria ignorar que isso já podia ser verificado desde a estabilização da economia com o Plano Real em 1992 e até mesmo antes, embora em menor grau. Basta consultar gráficos como o da evolução da escolaridade, pessoas abaixo da linha da pobreza, mortalidade infantil, renda per capita e até de consumo de carne.
Qualquer um que já tenha precisado de algum serviço público sabe a diferença de qualidade que normalmente ele tem com o mesmo serviço na iniciativa privada. E isso não apenas pela diferença da estrutura normalmente disponibilizada aos funcionários mas muitas vezes pela própria indiferença do funcionário ou simplesmente porque o mesmo nem sempre faz o mesmo esforço que um funcionário faz pressionado pelo chefe ou pelo simples medo de ser despedido faria. É a estabilidade e os demais privilégios do serviço público que fazem com que se foque mais no funcionário do que no próprio serviço. E embora todos queiramos ser bem atendidos e termos o nosso problema resolvido nem todo mundo está sempre disposto a fazer o seu melhor, sobretudo quando o chefe não está olhando.
Claro que defender uma maior liberdade econômica, menor regulamentação e estado mínimo não implica em defender ausência de Estado ou de regulação. Não se deve confundir liberalismo com anarquia. Aliás, o Estado ajudaria muito mais se fizesse o seu papel da melhor forma, oferecendo segurança, infraestrutura e garantindo a livre concorrência e impostos justos. Em alguns casos legislações como a trabalhista acabam tendo o efeito oposto ao pretendido: reduzem salários (já que o empregador considera o salário E os encargos trabalhistas ao contratar), desestimulam contratações (como o custo de demitir é alto o empregador prefere que o funcionário faça horas extras à contratar ou que os trabalhadores trabalhem sem carteira de trabalho assinada ou ainda terceirizar tudo o que for possível) e até mesmo se consome aquilo que deveria ser uma poupança do trabalhador (o rendimento do FGTS é menor do que o da inflação, ou seja, o trabalhador PERDE dinheiro contribuindo para o FGTS). Além disso, a contribuição forçada para sindicatos fez com que os sindicatos deixassem de representar os trabalhadores e virassem praticamente parte da burocracia trabalhista brasileira. E isso, obviamente, sem contar com a quantidade de impostos diretos e indiretos pagos pelo trabalhador e que consomem quase 40% do seu salário.
 Enfim, não existe receita mágica, se quisermos progresso, conforto e oportunidades precisamos de crescimento econômico e este só virá se pelo esforço de todos. Certamente o capitalismo e o liberalismo não são sistemas perfeitos, mas dentre as opções já experimentadas pela humanidade é a que certamente mostrou melhores resultados.

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Bibliografia:

http://phi.com.br/wp-content/uploads/2013/07/escola_22anos.jpg

http://br.monografias.com/trabalhos/reducao-desigualdade-pobreza/Image4429.gif

http://www.epsjv.fiocruz.br/pdtsp/upload/userfiles/c4_grf12_ts.jpg

http://www.informaecon-fnp.com/public/imagens/Sem%20t%C3%ADtulo(3).jpg

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/01/funcionaria-de-hospital-publico-do-es-e-flagrada-jogando-paciencia.html

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2013/07/dupla-e-demitida-por-restaurante-ao-postar-foto-com-penis-em-sanduiche.html

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2016/11/prejuizo-com-roubos-de-carga-passou-de-r-12-bilhao-no-brasil-em-2015.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Custo_Brasil

http://www.radarnacional.com.br/a-falta-de-infraestrutura-no-brasil-e-os-prejuizos-nas-exportacoes/

http://www.campesi.com.br/custofunc.htm

http://noticias.r7.com/economia/o-fgts-segue-perdendo-de-goleada-para-a-inflacao-18062016

http://www.conjur.com.br/2016-jul-25/reforma-sindical-vir-antes-trabalhista-dizem-especialistas

http://www.trincheiras.com.br/2016/01/entendendo-como-a-carga-tributaria-no-brasil-pesa-mais-no-bolso-do-pobre-e-rico-paga-pouco-imposto/

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Escola sem Partido ou Crianças sem Direitos?

Muito já foi comentado desse projeto e o seu caráter nefasto de mordaça e de atentado ao Estado laico sobre a desculpa de um pretenso respeito. Mas uma questão muito importante tem ficado ao largo nas críticas. O projeto mencionada várias vezes o direito dos pais de escolher a formação moral e religiosa de seus filhos mas não menciona nenhuma vez o respeito às próprias vontades da criança. É como se direitos básicos garantidos pela Constituição Federal, como o direito à liberdade religiosa, de livre manifestação do pensamento, de ir e vir e de opinião simplesmente não valessem para nossas crianças e adolescentes. É como se pais fossem mais que cuidadores, tutores e educadores. É como se os pais fossem donos dos corações e mentes de seus filhos!
Claro que cabe aos pais educar e disciplinar os seus filhos, mas isso não pode significar que se encare os pais como senhores absolutos da vida e do destino dos seus filhos, impondo religiões e ideias sob a leniência de um Estado que se recusa à garantir direitos básicos para nossas crianças e adolescentes. Mas, muito além disso, que prefere cercear o acesso de crianças e adolescentes à conhecimentos pretensamente ofensivos à certas religiões. Além daqueles pais que preferem que o Estado não se meta quando tentam 'curar' homossexualidade na base da ameaça e da violência.
Nenhuma instituição, nem mesmo os pais, está acima da lei! Caso a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) não vete a lei por sua clara inconstitucionalidade, espero que o STF assim o faça. Nossas crianças merecem sua liberdade!

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=125666

domingo, 17 de julho de 2016

MinC or not MinC, that's the question!

É, eu sei que o assunto já esfriou, afinal o Temer já arregou da sua decisão de acabar com o Ministério da Cultura (MinC) e acabou voltando atrás após o protesto de alguns artistas (se a Dilma era resoluta na arte de fazer cagadas o Temer tem sido um bundão ao fazer o certo). Muito se discutiu sobre a importância ou não da cultura e o quanto isso estava atrelado à existência de um ministério. Como se a extinção do Ministério da Pesca significasse que a pesca e o peixe fossem irrelevantes para o brasileiro. E a discussão central de qual é a porra do papel de um ministério da cultura acabou ficando no n-enésimo plano.
E qual é raios o papel de um ministério da cultura? E qual o objetivo de suas políticas? Aliás, eu espero que ele tenha alguma! Muitas vezes tem se encarado um ministério quase como um cabide de empregos aonde o Estado investe em artistas quase sem público mas escolhendo quase de forma arbitrária ou clientelista os artistas que devem ser financiados, ainda que sem público, enquanto talentos sofrem com a absoluta falta de apoio. Será que o problema não é justamente imaginar que cabe ao Estado decidir o que deve ou não ter apoio mesmo sem público? E que sentido faz impor à sociedade como um todo a diversão de grupos tão rarefeitos enquanto ela sofre com ingressos caros dos espetáculos que deseja ver? Ou que tão poucos tenham acesso à aulas de pintura ou música enquanto o Estado coloca dinheiro em eventos cujos ingressos são caríssimos? Para mim todo e qualquer ministério deve ter metas claras e públicas de forma que o eleitor possa cobrar de seus gestores o seu devido cumprimento e o Ministério da Cultura não pode ser exceção. Neste caso, eu proponho duas diretrizes: a educação e o acesso. Garantir ao público em geral cursos e atividades didáticas de forma a permitir que as pessoas possam conhecer as diferentes artes e o acesso permitindo que a população de baixa renda possa ter acesso à espetáculos aos quais dificilmente não conseguiria ter acesso devido ao preço dos ingressos. A cultura sempre existiu com ou sem ministério e muito antes de que se pensasse que ela deveria ser alvo de alguma política pública. Não cabe ao governo estabelecer sustentar artistas, estabelecendo por critérios arbitrários o que raios é um artista de talento ou não, como não coube ao governo garantir o emprego de datilógrafos ou taquígrafos.
Mas, se a ação do governo na cultura deve ser basicamente de educação e acesso, então porque raios ela não poderia ser feita como um departamento do Ministério da Educação? Aliás, não seria muito melhor desta forma, transformando nossas escolas, sobretudo as da periferia em pólos de cultura, viabilizando artistas mas dando o acesso à população carente e integrada ao conhecimento? Temer seja homem e acaba logo com o Ministério da Cultura!



sábado, 16 de julho de 2016

Até quando o Estado vai ser subserviente à religião??

Mais um atentado na França e mais uma vez os políticos se apressam a fazer discursos aonde dizem que isso é um ato alguns fanáticos e que não deve ser atribuído ao islamismo. Mas como dissociá-lo da religião quando se alega cometê-lo em nome de deus e gritando 'allah akbar'?? Essas pessoas não frequentavam mesquitas francesas? Como justificar que desenvolvam tanto ódio aos valores ocidentais em nome da fé sem que nenhum dos líderes religiosos de suas mesquitas não tenham percebido? Será que assim como Lula e Dilma esses líderes eram tão imbecis que não perceberam nada? Aliás, será ainda que, de alguma forma, as mensagens que eles pregavam, ainda que não fossem pela prática da violência, não incitavam o ódio e a discriminação? Ou será que talvez para esses fanáticos uma real mensagem de amor e fraternidade não teria de alguma forma feito com que essas pessoas não tivessem a audácia de usar a religião como desculpa para justificar a sua raiva da sociedade?
Tudo isso seria mera divagação se não soubéssemos que muitos das pessoas que saíram da Europa para lutar pelo Estado Islâmico foram recrutadas dentro de mesquitas na Europa. Ou que líderes islâmicos tenham sido omissos ou tímidos ao condenar o atentado no Charlie Hebdo porque, no fundo, achavam que os cartunistas mereceram o 'justo castigo' por ofenderem o 'profeta'.
Mas se está tão claro que, de alguma forma, por ação ou omissão os líderes religiosos são culpados pelos atos bárbaros de seus fiéis então porque o governo mantém o discurso de que o problema é apenas o Estado Islâmico e não a religião em si?! Em nome do respeito às religiões e ao receio de contrariar parcelas grandes da sociedade e, talvez, até de países aliados, se tem optado por uma postura omissa com o que se passa dentro de igrejas, mesquitas e qualquer outro templo religioso, quase como se fossem lugares à parte à própria lei ou ao Estado. Tivemos coragem de separar Igreja e Estado há mais de trezentos anos, mas ainda estamos receosos de deixar claro para os religiosos, supostos portadores da 'verdade suprema' de que sua 'verdade suprema' está sujeita às leis do Estado Laico. Talvez isso pareça pouco importante porque a evolução do humanismo forçou as religiões ocidentais à aceitarem os valores humanistas dos novos tempos, mas é idiotice imaginar que todas as religiões e correntes religiosas incorporaram em suas doutrinas todos os valores do humanismo. Precisamos parar de temer o maldito politicamente correto e entender que não basta separar Igreja e Estado mas que é necessário sujeitar a Igreja ao Estado, não como forma de mera servidão mas de submissão às leis de seus respectivos países.
Talvez isso pareça um pouco abstrato demais para nós, brasileiros, afinal não temos problemas com o terrorismo e uma parcela ínfima da população é muçulmana. Mas isso é um mero embaçamento da visão de quem é capaz de enxergar o cisco no olho alheio mas não a trave no próprio. A bancada evangélica já deixou claro que quer impor a observância do cristianismo mais estrito nem que se seja por força da lei. Pastores não se preocupam em deixar claro o respeito à quem não segue as doutrinas de suas igrejas e, muitas vezes, até incentivam a visão estereotipada das religiões e grupos alheios à sua fé. Ainda mais, não condenam os atos de violência contra gays e minorias religiosas chegando, inclusive, à incentivá-los veladamente. Mais ainda, se opta pela conivência por casos claros de violação da lei como o curandeirismo, o charlatanismo ou as igrejas com fins lucrativos. Com um cenário destes outros claros atentados ao Estado Laico parecem até pueris como as tentativas de impor o ensino religioso, os cultos celebrados em prédios públicos ou os passaportes diplomáticos concedidos à líderes evangélicos.
Será que falta muito para impor o Estado à Igreja??


domingo, 3 de julho de 2016

O efeito manada do cotidiano...

Estava em um churrasco dia desses e por estar dirigindo me recusei a ingerir álcool, erroneamente as pessoas que ali estavam entendiam que eu fazia esta escolha por medo de ser multado ou as sanções as quais tal fato me tornam apto, ocorre que isso é só uma consequência, o que me motiva a não misturar álcool e direção é a questão de conduta e caráter, saber que quando estou sob o efeito do álcool estarei alterado significativamente para dirigir e que o meu prazer pela ingestão do mesmo não pode ser prerrogativa para colocar outros em perigo, partindo então desse pressuposto que só introduz o que realmente pretendo descrever vamos ao tema de fato: Todos ali presentes pareciam de fato motivados a me persuadir a ingerir álcool, com diversas alegações, desde que não tinham blitz até de que um copo só não faria mal.
Não consigo entender duas coisas presentes nessa situação: A primeira é a falta de senso de dever cívico (iludido eu esperar isso) e a segunda é esse desejo enfadonho em me persuadir a fazer  algo única e simplesmente porque todos fazem. Acho que isso só reforça o conceito do efeito manada e do déficit cultural que vivemos no pais e que só me leva a crer que: pior do que fazer o errado é querer evangelizar mais um pro bonde.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Viramos piada, revolta ou reflexão?


Não tenho o que dizer, apenas compartilhar este vídeo e deixar que façam suas reflexões pessoais, é triste ouvir essas piadas e não ter argumentos pois sabemos que viramos piada porque somos mesmo piada

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O Jeitinho Brasileiro perdeu a vergonha na cara

O que fazer quando ouve duas pessoas ao seu lado discutindo  os ultimos acusados da operação lava jato e em seguida comentando sobre como instalar uma antena que rouba sinal de TV à cabo?
Acho que chegamos ao ponto máximo da hipocrisia onde até o jeitinho brasileiro perdeu a vergonha na cara e a decência (se é que teve de fato um dia) e grita em nossa cara que somos sim corruptos(pelo menos a maioria de nós) e que o problema são os corruptos, para todos aqueles que duvidam de mim quando falo que a politica não muda carater de ninguem e apenas o revela, basta ouvir por 5 minutos uma conversa na padaria mais próxima.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ou se critica, ou se confia. Será?

Acredito que ainda sou muito esperançoso, esperançoso por tentar discutir com simpatizantes petistas, por acreditar que ainda podemos com racionalidade e coerência discutir um ponto de vista, entretanto percebo que o debate politico no Brasil pós-eleições presidenciais de 2014 transformou os lados antes conhecidos como direita e esquerda em religiões absolutas onde não se importa mais as ações e pontos de vista e sim a defesa cega de seus gurus.
Ocorre-me que devemos estar alertas com o governo novo para que essa aura de esperança e mudança imediata não nos iluda, convém saber discernir que esperança é necessária, otimismo mais ainda, mas de forma alguma isso pode nos deixar dispersos sobre o que ocorre e como ocorre, recentemente o presidente em exercício Michel Temer resolveu recriar o ministério da cultura, sinceramente eu fico feliz com a decisão até mesmo por razões discutidas no ultimo hangout, acho medíocre estes argumentos de que artista não é vagabundo e coisas do gênero, além de sua obviedade, penso que isso é alinhar o debate por baixo, e pra mim isso é típico de petistas e não de quem realmente deseja o futuro prospero do país. Entretanto essa mudança em tão pouco tempo nos baliza que o Temer está perdido ao mudar de ideia em pouco tempo devida às pressões as quais sofreu.
Além de que ele sofre um serio agravante, é o de que seu governo vem sendo bombardeado por várias noticias fakes divulgadas em meios de pouca ou nenhuma credibilidade, por isso tudo cabe a nós saber fazer uma avaliação coerente e dar a este governo que se inicia um tempo para provar que é bom de serviço e consegue minimizar a crise (esperar seu fim seria lúdico e o mesmo que enxergar no Brasil um episódio dos ursinhos carinhosos derrotando o coração gelado), condições pra isso Temer mostrou ter, indicando para seus ministérios nomes competentes como Henrique Meirelles, Raul Jungmann e José Serra, mas ainda fico com o pé atrás em pensar que estaremos a mercê da velha politica Pemedebista quando vejo nomes de políticos envolvidos na lava jato no meio dos demais, além de manchar o nome da equipe é aquela velha história da laranja podre na cesta, ou seja, nada mais nos resta senão esperar bons resultados porém sempre alerta, o salto positivo que o impeachment representa para a democracia não pode ser perdido, mas também não pode nos ludibriar, no mais, o tempo dirá...

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Minhas perspectivas para o governo Temer

Já passei da idade de crer em fadas, duendes, gnomos ou em salvadores da pátria. Mas, apesar do meu ceticismo é impossível não ver com bons olhos o novo governo Temer. Afinal, o governo Dilma bateu recordes negativos em quase tudo o que poderia bater: uma inflação de dois dígitos como não víamos há mais de dez anos, uma situação similar para o desemprego e o recorde de maior escândalo de corrupção do país. Em um cenário como este qualquer alternativa é melhor do que a inércia, não?
Dilma alega que Temer não foi eleito mas, oras, não era ele o candidato à vice em sua própria chapa?? Então Dilma devesse ter escolhido um vice mais confiável, não?? Mas pela quantidade de gente escolhida pelo PT envolvida em escândalos de corrupção parece que escolher não tem sido o forte deles... Aliás, se o eleitor ainda não entendeu que não vota em um candidato mas em uma chapa mesmo depois de Sarney e Itamar então nosso povo é realmente muito burro!
Não aceito porém o termo golpe para o impeachment. Ao menos não sem o PT assumir que foi então golpista quando apoiou o impeachment de Collor e pediu o de FHC. Assim como o impeachment de Collor baseou-se em um mísero Fiat Elba, reconheço que dentre os diversos excelentes bons motivos para o impeachment acabou sendo utilizado o mais singelo deles, porém o mais fácil de provar. E quem não sabe que as pedaladas fiscais foram apenas a gota d'água?
O povo poderia ter facilitado as coisas e não ter ignorado as evidências da crise próxima durante as eleições mas, como sempre, eles sempre preferem a conversa dos políticos aos dados dos economistas. Aliás, se o povo tivesse um mínimo de responsabilidade um governo marcado pela inércia como o de Lula sequer teria sido reeleito!
A única coisa que me preocupa mesmo é que a esquerda, ainda que minoritária (a aprovação à Dilma já estava abaixo de 10%) queira impor Dilma pela coerção. Os protestos de ontem (11/05/2016) aqui em São Paulo mostraram bem isso. Como um grupo de menos de cinquenta pessoas fechou a principal via de São Paulo por mais de uma hora em um movimento pretensamente popular de apoio à Dilma? Ou a meia dúzia que invadiu uma pretensa fazenda de Michel Temer?
Tenho esperança que a crise de 2016 tenha deixado claro à população que remédios amargos vão ser necessários se não quisermos que o Brasil quebre como o Rio de Janeiro quebrou, deixando de pagar até o funcionalismo e os aposentados. Esse deve ser o grande embate agora: o populismo assistencialista que pensa criar dinheiro sem crescimento econômico ou a austeridade para arrumar a casa e gerar crescimento econômico e renda no longo prazo. FHC acabou com a inflação e disciplinou os gastos do Estado mas foi Lula que ficou com os louros pelas esmolas disfarçadas de programas sociais. Qual será o Brasil que os brasileiros querem: o de Macri na Argentina ou o de Maduro na Venezuela?

terça-feira, 12 de abril de 2016

Brasil, o país do paradoxo


Como explicar que o país que em 2009 parecia decolar para a Economist em 2014 tinha "estragado tudo" segundo a mesma revista? Ou ainda que Obama tenha chamado Lula de "o cara" em 2009 e hoje o mesmo Lula esteja lutando para não ser preso? Ou ainda que o mesmo povo que foi às ruas em 2013 para reclamar do preço do transporte público e acabou reclamando de quase tudo, incluindo a corrupção e dos políticos, por fim acabou votando nos mesmos políticos corruptos de sempre, aqueles que só não estão presos devido à morosidade e à complacência dos tribunais superiores nos quais tem o privilégio de serem julgados. Ou que os movimentos sociais apoiem o governo por temerem perder o espaço que ganharam nele ainda que a própria existência e a força de grupos como os Sem Terra e os Sem Teto após quatorze anos de governo do PT deixem claro que essa proximidade não resultou em ganhos reais para os integrantes destes movimentos? Ou ainda que grupos como a Bancada Evangélica sejam eleitos sobre a bandeira da moralidade e da defesa da 'família' enquanto tem a maior parte de seus integrantes envolvidos em escândalos de corrupção, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados? Ou que se compare o impeachment constitucional da presidente com um golpe de Estado? Ou que o povo seja contra a corrupção até que o guarda de trânsito os pegue dirigindo alcoolizados?
Neste país paradoxal a coerência nunca foi importante já que é a conveniência que dita as posições políticas ou ideológicas. Por isso, ninguém mais se choca com os apoios que o governo compra no congresso às custas de ministérios, cargos públicos e mesmo uma certa tolerância para com a corrupção. Afinal no Brasil ainda vale a máxima "rouba mas faz". E ainda que a atual crise econômica tenha deixado claro o quanto a corrupção prejudica o país ainda há uma parcela significativa da população que acha que o importante seja a esmola travestida de programa social dada pelo governo. Por isso, ainda que a economia esteja ruim e o governo não tenha nenhuma proposta concreta de como retomar o crescimento econômico o impeachment da Dilma não será uma unanimidade e talvez ainda vejamos o Lula sendo eleito em 2018.
Talvez tudo mude para continuar mais ou menos a mesma coisa.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A falta de Discernimento

É impressionante como o debate político está perdendo o foco devido a falta de vontade de avaliar e entender a situação como um todo, recentemente um amigo do Facebook compartilhou uma imagem e eu vou postar a mesma abaixo e esboçar um comentário que com base na foto explica o que descrevi acima:
Apesar de ser digno de dó este argumento descrito na imagem acho que qualquer um têm o direito de opinar, mesmo que com tamanha mediocridade, o problema pra mim não é a foto em si e o que ela representa, e sim os comentários de muitos onde se diziam fãs do Jota Quest, Tiaguinho e outros presentes na foto mas que não iriam mais ouvi-los ou comprar seus discos em função de sua opinião política. Pera lá, precisamos saber ter discernimento e segregar os assuntos, pois o cara pode ser um ótimo ator, cantor ou escritor e um péssimo comentarista político mediante suas crenças, mas a partir do momento que perdemos(ou nunca tivemos) a capacidade de diferenciar as múltiplas habilidades (ou falta delas) de um indivíduo, consequentemente perdemos juntos a capacidade de entender o cenário a nossa volta e contribuir de forma útil e significativa para o mesmo.
Espero que estes comentários os quais citei sejam apenas uma minoria presente em minha timeline, duvido muito mas... sigamos.

terça-feira, 15 de março de 2016

Sobre as manifestações

Neste áudio o colunista Jefferson Ribeiro comenta sua opinião sobre as manifestações deste domingo 13/03/2016

domingo, 6 de março de 2016

Hangout comentando a condução coercitiva do Lula

Nesta semana os colunistas Jefferson Ribeiro e Evandro Gomes comentam o depoimento e a condução coercitiva do ex-presidente Lula. Confiram:


domingo, 28 de fevereiro de 2016

Uma geração de coitadinhos

É claro que nem todos são iguais e que sempre há aqueles que por alguma razão precisam ser assistidos de forma temporária ou permanente, como os idosos, deficientes, pessoas com alguma doença mais grave ou os em estado de pobreza extrema. É claro que não dá para exigir destas pessoas o que se exige das demais. A questão é que tirando os que nascem em berço de ouro todos temos as nossas dificuldades. Se cada um porém começa a olhar a sua dificuldade e começa a comparar com a do outro certamente achará alguém que teve menos dificuldades. Se cada cidadão fizer isso e concluir que, por isso, merece a assistência do Estado um pouco mais do que o outro acabamos tendo um Estado que tem que se ocupar de praticamente todo mundo, gerenciando cotas e outras medidas que tentem igualar as coisas. Deveria porém ficar claro que além disso exigir um arcabouço e um orçamento inconcebíveis que isso ainda tem outras consequências como o fato de criar uma cultura que coloca quase todos como coitados de alguma maneira (ou que procuram motivos para também entrar na lista).
Isso pode parecer hipotético demais mas olhemos mais detalhadamente para o Brasil: se por um lado o Bolsa Família é um programa amplo, por outro paga uma mixaria e não garante que seus beneficiários um dia deixem de depender dele. A saúde pública é ampla mas a qualidade é muito ruim. O mesmo para o ensino público.
A ideia do Estado Mínimo é justamente que o Estado só se ocupe daquilo que é incumbência intrínseca do Estado e daqueles que realmente precisam dele, de forma que possa se ocupar DIREITO .
Enquanto tivermos um Estado aonde a maior parte da população ache e exija do Estado algum tipo de assistência vão sobrar poucos para garantir que essa assistência realmente ocorra.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O Programa do PT 23/02/2016

Bem leitores, hoje eu quero comentar sobre o programa político do PT que foi ao ar na noite de ontem: 23/02/2016, onde mais uma vez me senti ofendido e desrespeitado como brasileiro mediante a série de mentiras contadas de forma tão torpe e vil.
Ouvir o presidente da legenda Rui Falcão falar que hoje o país é diferente porque nas crises anteriores era o trabalhador quem pagava a conta, diferente desta, é de um cinismo desmedido, pois é sabido por todos que o PT tenta ressucitar a CPMF fora os inumeros aumentos em gasolina, energia e outros serviços e tributos; mais ofensivo ainda é ouvir o mesmo Rui Falcão dizer que as dificuldades são passageiras e que o Brasil é um país justo e que isso é a marca do PT, desculpem a minha franqueza mas pra mim a Lava Jato mostra que a marca do partido é outra, porém sigamos.
O programa fala ainda que após tentar anular o resultados das eleições e de emplacar o pedido de impeachment no tapetão (o que não é verdade), agora a oposição calunia Lula para chegar ao poder, o que é de uma mediocridade inimaginavel uma vez que o ex-presidente nada mais é do que isso, um ex-presidente que tenta sempre reaparecer no cenario politico e nada mais é do que um tigre de papel.
Entendam vocês que certas analogias são simples de serem entendidas, pra mim o PT não se classifica mais como um partido politico e sim como uma organização criminosa pois o partido teve dois de seus tesoureiros presos, três presidentes também presos e esta envolvido no maior número de escandalos que se ouviu falar nos ultimos tempos, e se não bastasse tudo isso ainda se ouve o ex-presidente Lula dizer que quem fala da crise todo tempo esta minando a confiança no país, quando é impossivel não se perceber que quem esta minando tal confiança é a incompetência e descaso com as contas públicas das administraçoes petistas que tiveram tão alcunha validada pelas três grandes agencias de investimento que rebaixaram a nota brasileira.
Penso eu que seria mais digno ao partido se retratar e tratar seus eleitores e a população em geral com maior respeito, uma vez que é impossivel negar a situação que vivemos, o brasileiro sabe em que conjuntura está inserido pois sente na pela as consequencias da crise causada pelo PT e sabe também que falar na crise não é pessimismo e sim enxergar o que a incompetência petista não foi capaz de enxergar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Desculpe a Redundância


Quero começar este post pedindo desculpa aos leitores pela redundância de meus argumentos, mas como não ser redundante em um país onde a discussão politica ainda se faz de forma tão infantil? Como não ser redundante em um país onde o partido do governo tenta ludibriar a população nivelando tudo por baixo e tentando lançar sobre os políticos a alcunha de que todos roubam? Entendam que essa afirmativa por mais coerente que possa parecer não é, existem pessoas boas na politica sim, mesmo que poucas e sabe por que esse número de políticos honestos é tão baixo? Sabe de quem é a culpa? É SUA, ISSO MESMO! SUA!
Pode parecer surreal, mas também não é; os políticos são eleitos para representar a população, e enquanto não houver maior assertividade na escolha de seus governantes, entender como funciona o processo eleitoral e de fato se comprometer com isso o país viverá esse mar de lama que se tornou nossa politica, onde os eleitores enxergam como sensata opção anular o voto ou ainda eleger um palhaço semianalfabeto a título de protesto. Mas esse mesmo eleitor não quer sair às ruas para se manifestar, acha que compartilhar posts no Facebook onde nem mesmo se deu ao trabalho de conhecer a fonte é o suficiente para se caracterizar como eleitor consciente.
E nesse meio tempo ficamos nós subvertidos a conceitos errôneos, políticos incompetentes e impostos altos por serviços de péssima qualidade ou até mesmo a ausência deles, pois tudo isso parece mais conveniente do que buscar obter o mínimo de conhecimento necessário sobre algo tão importante como politica, mas parece que sempre que for proferido que politica é um assunto chato ou que não se discute, estaremos fadados a todos os problemas que são extremamente conhecidos e sentidos pela população, mas desde que ainda se tenham bundas, funk e futebol aos domingos na televisão o brasileiro prefere se acomodar e esperar que a solução mágica caia dos céus, afinal de contas Deus é Brasileiro.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O que é Política?

O assunto do momento ainda é a crise, e é natural mesmo que seja devido a como as consequências da mesma têm "doído na carne" do trabalhador brasileiro, porém quando me proponho a debater o assunto fico imensamente preocupado com o mindset da população, principalmente quando ouço que política é lugar de ladrão, entendam bem que não discordo de como é deplorável a bandalheira que se instaurou no setor político brasileiro, mas quando passamos a perder a credulidade no mesmo e achar que é comum devido a rotina que a corrupção se dá no meio passamos a abrir mão do nosso direito por escolher melhores governantes e pessoas que façam jus ao cargo que ocupam percebo claramente que ali existe algo errado.
Outra declaração que me entristece de igual modo é a de que todo mundo que entrar no meio político irá roubar porque o "sistema" obriga, como assim cara pálida? Que sistema? Que meio? política não muda caráter de ninguém, apenas o revela, e enquanto continuarmos a pensar assim estaremos dando salvo conduto para os políticos corruptos que lá estão e sendo assim coniventes com tudo isso que está ai; fora que ao fazer tal declaração quase que declaramos que também roubaríamos caso tal "oportunidade" a nós fosse "concedida". E há ainda aqueles que esboçam cara de estranheza e falta de credibilidade quando alguém nega que roubaria caso fosse um político.
O grande mal disto tudo é só revelar o desvio cultural do país que de tanto conviver com a corrupção já começa achar natural a mesma e assim abrir mão do direito de escolher seus representantes apenas para endossar o coro dos que acham que política é lugar de ladrão, lugar este que deveria ser o lugar daqueles que tem competência e boa vontade para fazer do país, do nosso país um lugar melhor e verdadeiramente um país de todos.